As sondas podem ser divididas em duas categorias gerais: as inseridas pela região orofaríngea (isto é, sonda nasogástrica ou orogástrica) e as que não são, como por exemplo, sondas de gastrostomia ou jejunostomia.

Essa distinção é importante em termos terapêuticos. A inserção e a presença da sonda no nariz, na boca ou na faringe podem realmente competir com os objetivos de um programa de tratamento motor oral.

Uma vez que um dos objetivos do programa é desenvolver o sentimento de prazer e diversão ao usar a boca, essa meta tornar-se mais difícil com a inserção constante ou a permanência de sondas na região nasofaríngea. Além disso, para algumas crianças é incômodo sugar e deglutir ativamente com a sonda no lugar.

Podem surgir dificuldades respiratórias adicionais quando a pequena narina da criança é obstruída pela sonda. Embora a sonda nasogástrica seja a primeira usada pelo bebê, ela tem muitas desvantagens quando a utilização é prolongada.

Se a criança for candidata a procedimentos cirúrgicos, a inserção de sonda de gastrostomia possibilita a nutrição sem criar conflito com os objetivos do tratamento motor oral.

A área de inserção da sonda é distinta da região orofaríngea. Fica muito mais fácil para a criança descobrir os aspectos agradáveis da boca. A criança já não sente a sonda colada em toda a face, parece menos doente e os pais são ficam menos sujeitos a olhares e perguntas.

A sonda de gastrostomia tem desvantagens que devem ser considerados. A cirurgia é arriscada para algumas crianças, mesmo quando é realizada sem anestesia geral (ou seja, procedimento gastrostomia endoscópica percutânea, GEP).

Algumas crianças desenvolvem leve irritação e apresentam extravasamento em torno do local de inserção da sonda. Isso pode ser desconfortável para a criança e motivo de preocupação para os pais.

O procedimento de gastrostomia pode aumentar o risco de refluxo gastroesofágico ou agravar o refluxo preexistente. Quando há refluxo ou suspeita, a cirurgia mais extensa é, em geral, combinada com a inserção de sonda de gastrostomia.

O procedimento mais comum, a técnica de Nissen, cria um envoltório de tecido estomacal ao redor do esfíncter esofágico inferior para prevenir o refluxo do conteúdo do estômago para o esôfago. Quando o refluxo gastroesofágico é sintoma de transtorno mais amplo do sistema gastrintestinal, podem ocorrer efeitos secundários graves.

Muitas crianças com disfunção neurológica mostram mobilidade fraca de todo o sistema. O estômago esvazia muito lentamente, e o movimento do alimento digerido pelos intestinos pode ser lento ou reduzido.

A fundoplicação pode contribuir para náusea, ânsia de vômito, distensão por gases, náuseas e outros incômodos severos que reduzem o interesse de a criança se alimentar por via oral.

Quando o refluxo é grave, a sonda pode ser inserida diretamente no interior do jejuno na parte superior do intestino delgado, desviando-se do estômago. Isso elimina o risco de refluxo do alimento do estômago. Os ácidos estomacais e outras secreções podem, mesmo assim, refluir.

Algumas crianças são incapazes de absorver os nutrientes adequados através das paredes intestinais por causa do encurtamento do trato intestinal ou da falta de mobilidade intestinal. Os nutrientes podem ser administrados por linha central, que vai diretamente para a corrente sanguínea. Isso recebe o nome de hiperalimentação ou NPT (nutrição parenteral total).

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