As anomalias congênitas do esôfago e da traqueia são defeitos de nascimento que ocorrem antes de o bebê nascer. A atresia de esôfago é uma malformação congênita caracterizada pela interrupção da luz esofágica em um ponto de sua porção torácica por volta do 21º ao 23º dia de vida intrauterina.

Os tipos de anomalias do esôfago e traquéia

  • Atresia esofágica – Na atresia esofágica, o esôfago da criança não se forma de modo adequado, resultando em dois segmentos que não se conectam entre si. Como o esôfago encontra-se em dois segmentos, o líquido que o bebê engole não passa normalmente por ele para chegar até o estômago. Além disso, os líquidos ingeridos podem cair nos tubos bronquiais e causar pneumonia ou obstrução das vias aéreas.
  • Fístula traqueoesofágica (FTE) – É frequente com a atresia esofágica. Trata-se de uma conexão anormal em um ou mais pontos do esôfago e da traqueia da criança. Normalmente, o esôfago e a traqueia são dois tubos separados que não se conectam, mas quando há presença de FTE, o conteúdo estomacal pode ser regurgitado para os pulmões. Também é possível, embora raro, que a FTE se localize na parte superior do esôfago atingindo a traqueia, em cujo caso, os líquidos deglutidos passam diretamente para os pulmões.
  • Fístula traqueoesofágica isolada – (Muito rara) Quando existe uma comunicação anormal entre o esôfago e a traqueia que, fora isso estão intactos, seja uma abertura estreita ou uma longa e rara comunicação entre eles, dá-se o nome de fenda traqueoesofágica.
  • Atresia da traqueia – (Muito rara) É a ausência de uma parte ou de toda a traqueia.
  • Estenose traqueal – (Muito rara) É uma constrição (estreitamento) da traqueia.
  • Oclusão traqueal – (Muito rara) É um bloqueio da traqueia.

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